Em meu sonho.. olho o vaso chinês... imaculado lindo... rico em detalhes.
Mas não consigo tocá-lo... como se andasse parado.. com se parado, caminhasse.
Quanto mais ando, mais distante...
Os braços esticado para alcançar.. mas são curtos.. pequenos..
Se tivesse vida ele olharia pra mim.. sério... sem esboçar um sorriso. Inerte.
Talvez sorrisse por dentro por minha infantil ousadia...
Mesmo no calor... sentia frio...
O grito que não sai da garganta...
E as lagrimas que não existem mais...
Calo em mim mesmo...
E vejo que cabe a mim.. somente olhar.
Tanto tempo lutei em criar um espaço, e agora eu o tenho. Escrevo aqui o que der na telha . Falo, elogio e critico sem olhar a quem. Participe... você é meu/minha convidado(a) de honra.
sexta-feira, 8 de maio de 2015
domingo, 12 de abril de 2015
Destinos
Ele desperta assustado, o tremor é grande, assim como o frio que o cerca. Percebe que as pessoas estão agitadas e com medo. Vestido com sua camisa favorita e banhado com seu perfume ele olha ao redor.
Senhores passageiros apertem os cintos, é o que ele escuta.
Sacodidas violentas na estrutura do avião. Ele não se comove, já passou por isso diversas vezes. O momento não passa e segundo se tornam horas em situações como essa.
Passou, os rostos aliviados mostram que os segundo que se tornaram horas ficou no passado.
Está quase na hora do pouso, uma escala no centro do país faz com que a grande águia se incline para baixo.
Procedimentos são tomados.. o cinto mais uma vez afivelado. E a queda controlada por bits de computador começa acontecer.
A pista já pode ser vista, as luzes azuis sobre ela, indicam o caminho. Ele queria ter luzes azuis para indicar o caminho correto de algumas situações da vida.
Os pneus tocam a pista, e os portões de embarque podem ser vistos.
Ele relaxa, solta os cintos e vai lavar o rosto no banheiro. O frio é enorme, o ar condicionado está mil.
Entra no banheiro, olha no espelho e se reconhece. Ultimamente ele olha mais pra si mesmo do que pra outra pessoa. Lava o rosto e sai. Os passageiros da central do Brasil estão entrando. Alguns já embarcaram. Ele se dirige ao seu lugar. Poltrona 23A.
Quando chega ao seu lugar ele encontra alguém que antes não estava lá. Cabelos pretos, olhos expressivos, pele branca e um cheiro impar, jamais sentido antes.
Ele a observa. Sente seu cheiro, mesmo de longe, mas sente.
Sente ainda mais frio, só que esse um frio diferente.. Um frio na barriga, um frio no estômago.
Ele pede licença para sentar e ela olha nos olhos dele, sorri e revela um sorriso metálico. Uma obra de arte.
Os procedimentos começam, a grande águia mais uma vez vai tomar seu caminho. Corre como um leopardo na savana e todos sentem que o chão não o sustenta mais. Começa a grande viagem. Agora sem escalas.
Ela do lado dele, ele do lado dela. Ela não olha pra nada. Mas oferece sua mão a ele. Ele segura e não acredita no que está acontecendo. Finalmente eles se encontram. As mãos geladas e úmidas são unidas. Eles sabem que esse momento é único. Jamais acontecerá de novo.
33 mil pés de altitude, um sonho nas alturas acontece. Ele a beija e ela sente seu sabor pela primeira vez. Ele respira ofegantemente. Ela também.
Acaricia seu rosto.
Os destinos seriam os mesmos?
Nunca se saberá.
A águia se transforma em uma bola de fogo. Os destinos para muitos foram o mesmo. Mas não para eles.
Unidos com suas mãos. São encontrados.
Acabou o sonho. O destino não foi generoso com eles.
Senhores passageiros apertem os cintos, é o que ele escuta.
Sacodidas violentas na estrutura do avião. Ele não se comove, já passou por isso diversas vezes. O momento não passa e segundo se tornam horas em situações como essa.
Passou, os rostos aliviados mostram que os segundo que se tornaram horas ficou no passado.
Está quase na hora do pouso, uma escala no centro do país faz com que a grande águia se incline para baixo.
Procedimentos são tomados.. o cinto mais uma vez afivelado. E a queda controlada por bits de computador começa acontecer.
A pista já pode ser vista, as luzes azuis sobre ela, indicam o caminho. Ele queria ter luzes azuis para indicar o caminho correto de algumas situações da vida.
Os pneus tocam a pista, e os portões de embarque podem ser vistos.
Ele relaxa, solta os cintos e vai lavar o rosto no banheiro. O frio é enorme, o ar condicionado está mil.
Entra no banheiro, olha no espelho e se reconhece. Ultimamente ele olha mais pra si mesmo do que pra outra pessoa. Lava o rosto e sai. Os passageiros da central do Brasil estão entrando. Alguns já embarcaram. Ele se dirige ao seu lugar. Poltrona 23A.
Quando chega ao seu lugar ele encontra alguém que antes não estava lá. Cabelos pretos, olhos expressivos, pele branca e um cheiro impar, jamais sentido antes.
Ele a observa. Sente seu cheiro, mesmo de longe, mas sente.
Sente ainda mais frio, só que esse um frio diferente.. Um frio na barriga, um frio no estômago.
Ele pede licença para sentar e ela olha nos olhos dele, sorri e revela um sorriso metálico. Uma obra de arte.
Os procedimentos começam, a grande águia mais uma vez vai tomar seu caminho. Corre como um leopardo na savana e todos sentem que o chão não o sustenta mais. Começa a grande viagem. Agora sem escalas.
Ela do lado dele, ele do lado dela. Ela não olha pra nada. Mas oferece sua mão a ele. Ele segura e não acredita no que está acontecendo. Finalmente eles se encontram. As mãos geladas e úmidas são unidas. Eles sabem que esse momento é único. Jamais acontecerá de novo.
33 mil pés de altitude, um sonho nas alturas acontece. Ele a beija e ela sente seu sabor pela primeira vez. Ele respira ofegantemente. Ela também.
Acaricia seu rosto.
Os destinos seriam os mesmos?
Nunca se saberá.
A águia se transforma em uma bola de fogo. Os destinos para muitos foram o mesmo. Mas não para eles.
Unidos com suas mãos. São encontrados.
Acabou o sonho. O destino não foi generoso com eles.
terça-feira, 31 de março de 2015
Reencontro
Ele abre os olhos. Ouve o som da água do rio que corre a poucos metros de
distancia. Sente o cheiro da fumaça, de lenha no fogão. A pouca claridade do
Sol toma seu corpo. Toma seu espírito. O dia chegou, é hoje.
Levanta-se lentamente, curva a cabeça e pede pra que não
sinta dor. Medita mais uma vez. Respira fundo e se levanta. Alguém o espera.
Caminha poucos metros. Seu espaço é pequeno e logo se depara
com quem o esperava.
Se encaram, por minutos se olham, sentimento frio sem
nenhuma emoção. Finalmente se encontram,
depois de muito, muito tempo.
São iguais. Idênticos. Mesma altura, mesma pele, mesmo
cheiro.
É o dia do acerto de contas, consigo mesmo.
Frente a frente com ele mesmo é hora de avaliar as coisas
que fez durante toda a vida. Não é uma tarefa fácil.
Não existe mais ninguém, só os dois e um ou um em dois.
Começam a despir-se de alma. Não tem como mentir. Impossível
mentir pra sí mesmo.
O reencontro é assim, por vezes você se perde em sim mesmo,
não sabes por onde andas ou quem se tornou.
Vontades recolhidas, pensamentos reprimidos, mas o eu
verdadeiro está ali.
O reencontro é emocionante. Um vê no outro o que realmente
teriam que ser.
Um deles cai ao chão,a matéria, a carne.. O outro o olha.
Sente frio e medo.
Tudo acaba ali, riquezas, angustias e dores...
Inveja, cobiça e valores.
Tudo se perdeu nada se levou.
Despido de tudo que um dia o cobriu. Assim como veio ao
mundo.. sem nada. Nú
Olha ao redor.. a água do rio não corre mais.. esta parada
em sua correnteza.
O fogo que não
consome. Só ilumina. O fogo que não aquece.
O tempo para. Os sentidos somem. A matéria no chão e a alma
que vaga. Vaga sem direção
O incompreensível acontece.
É hora de partir.
Acabou.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
O Homem do Barco
Existia um lago em um lugar chamado Lago Sagrado, nome este que foi dado justamente por causa do lago que ali existia. Neste lago existia um homem e um barco, ambos pertenciam um ao outro. Este homem navegava todos os dias no lago sagrado vigiando suas margens para que ninguém degradasse o lago, poluindo ou tirando dele os peixes, peixes os quais em outrora foram abundantes mas não ultimamente.
O lago não tinha nada, nem vida nem morte, só água que o encobria.
O Homem do Barco era rude com aqueles que ousassem jogar ali, qualquer coisa que poluísse o lago.
Certo dia um outro homem se aproximou do lago, colocou sua roupa de mergulho e assim que foi mergulhar foi instantaneamente vetado pelo homem do barco. Surpreso o homem mergulhador questionou qual era o motivo que tinha feito o homem do barco a vetar tal atitude, mesmo porque esta não ia poluir nada o lago. Desconsolado o homem mergulhador apanhou seus pertences e foi embora.
"Por Deus, jamais deixarei que alguém se aproxime deste lago, somente descobrirão o que tem aqui dentro, quando Ele mesmo.. o próprio Deus assim permitir"
E Deus permitiu....
Quando o Homem do Barco acordou em seu barco no outro dia... a água havia desaparecido e o mistério se revelou...
O lixo do Homem do Barco dominava todo o leito do lago... gigante era sua quantidade, por isso a morte dos peixes e o cuidado com as outras pessoas... Para que não descobrissem seu lixo, evitava a aproximação de outras pessoas...
Talvez tenha pensado que nunca a água desapareceria...
Talvez tenha confiado muito em si mesmo
Se esqueceu que seu governo acabou no momento que foi revelado.
Como um rei que perde o trono não por um mau governo, mas por não divulgar a verdade.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Raizes
Ja fiz tantas coisas na vida... mas hoje eu pretendo deixar de fazer algo que venho praticando a algum tempo.
Já mudei de cidade.. ja cortei minha raízes... já vivi de amores (no plural)
A mudança edifica, mas a solidez frutifica.
Sem raízes a árvore não cresce... se aproveita muito pouco dos frutos para cortar a raiz fora e mudar de estilo de vida. Quero viver algo que amadureça.. chega de não frutificar... chega de viver de aventura... Aposento minhas chuteiras, mesmo pq nunca gostei de futebol mesmo.. e me coloco a disposição para algo que realmente tenha valor.
A semente eu plantei, cuidarei para que germine, cresça e frutifique... e melhor.. que faça sombra!
Já mudei de cidade.. ja cortei minha raízes... já vivi de amores (no plural)
A mudança edifica, mas a solidez frutifica.
Sem raízes a árvore não cresce... se aproveita muito pouco dos frutos para cortar a raiz fora e mudar de estilo de vida. Quero viver algo que amadureça.. chega de não frutificar... chega de viver de aventura... Aposento minhas chuteiras, mesmo pq nunca gostei de futebol mesmo.. e me coloco a disposição para algo que realmente tenha valor.
A semente eu plantei, cuidarei para que germine, cresça e frutifique... e melhor.. que faça sombra!
domingo, 24 de agosto de 2014
Cristal
De todos os nomes que existem no mundo para chamá-la não a chamaria pelo seu nome... chamaria de Cristal.Cristal é raro e transparente...
é tão puro e tão incisivo que pode dividir a luz branca em cores.
Pode ser usada como lente de aumento para ler aquilo que está escrito entrelinhas.
Seu sorriso é lindo como cristal e tão meigo que conquista qualquer pessoa que está ao seu redor.
Chamar a atenção de Cristal é algo muito sublime e difícil.. ela é especial.
Não se compara com qualquer uma... é unica... unica é Cristal.
Sua pele branca como uma tela... transforma a mente de quqlquer homem em monalisa... a tela branca que o artista olho antes de começar dar seus toque...
obra prima em branco... sem cores.. assim é Cristal.
O conjunto corpo e mente fazem de Cristal arrebatadora... algo que é impossivel explicar.. tamanha sua raridade e beleza...
O imaginário me leva a sentir o toque de sua mão... sua mão é linda linda como Cristal.. Cristal é assim... simplesmente ela...
Sorriso lindo... mãos linda... e uma alma que seria gêmea de somente um.. aquele que é como messias diante de tantas outras almas esperando por Cristal.
Seus pés... ai seus pés.. perfeito como o mar.. o ceu e as estrelas...
chamam a atenção... desperta o desejo... desejo de ter Cristal....
Cristal é assim... encantadora... arrebatadora... Cristal é Cristal... Especial
Especial és para mim Cristal... e sua transparencia... sua beleza... sua raridade.. te fazem unica.. unica em meio as pedras.... Es assim... simplesmente Cristal.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
O Espelho
O silêncio grita, nenhuma voz, ruído.. nada... é possível
escutar o próprio coração.
Faz frio, frio intenso que arrepia a pele dos corpos nus que
estão deitados sobre a cama...
Na mente coisas passam... os dois amantes se olham no espelho...
deitados, nus, em silêncio. Ele olha pra ela e ela pra ele, o que se passa na
cabeça deles? Amor, paixão repentina, um
sentimento que já tinha sido retirado de suas mentes? É impossível entender....
A imagem está lá, estampada no espelho, só se observam,
respiram, se amam sem falar.. somente sentindo.
O espelho é aquilo que reflete o físico mas não o
imaginário, seria impossível para um só espelho refletir aquilo que ambos
pensavam naquele momento. Por falta de palavras pra verbalizar, optaram pelo
silêncio, que por muitas vezes fala mais do que palavras.
O espelho é algo interessante, te dá a sua imagem que por
muitas vezes você não reconhece, pelo simples fato de sempre olhar o outro e
nunca para você mesmo.
O espelho revela aquilo que tentamos esconder, o espelho é
temporal, sazonal e frio de sentimentos. Só se importa com você quando está lá,
não te liga, não fala com você. É como uma máquina que repete aquilo que você
diz em comunicação visual.
O espelho não sente frio, calor, fome, raiva ou inveja...
ele só reflete.. simples assim
Ainda estão lá, pensando e se olhando no mais profundo
silêncio.
Ela o observa, se sente protegida com sua presença, se sente
amada, se sente mulher.
Ele a observa, vê sua pele branca e lisa como uma tela de
pintura. Imaculada, linda.. branca e imaculada.
As horas passam, a hora dos amantes é adiantada ao seu
próprio tempo. O tempo não passa, voa.
É hora de romper o silencio, de romper a calmaria, a
observação.
Se levantam... se arrumam.. e saem
Mas o espelho continua ali, refletindo eternamente aquela imagem
que jamais sairá da cabeça de quem a viu.
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